• FANTASMAS (Pensamentos aleatórios)

    “Os esqueletos de que somos feitos é apenas pó das estrelas ”

     

    No dia a dia das nossas vidas vamos passando as horas e os minutos procurando dar respostas ás necessidades fisiológicas do nosso organismo, através dos meios e dos conhecimentos que temos ao nosso alcance. È esta uma condição global, instintiva e natural; mesmo não pensando nisso, o nosso objectivo primeiro enquanto seres vivos, é procurar sobreviver. Depois vem o prazer e com ele um conceito de felicidade. Ao longo dos tempos fomos aperfeiçoando a sociedade para que em conjunto pudéssemos dar satisfação ás nossas necessidades. A economia como base negocial do, conhecimento alargado que nos fazia sentir a necessidade de experimentar coisas novas, viciou-nos no consumo. Numa escalada possessiva de quantidades que não faziam falta nenhuma, aperfeiçoámos um sentimento de inveja. Tudo porque sentimos ser mais importantes, mais merecedores e mais dignos que os outros adquirirmos mais poder com a escravatura. Dentro da sociedade os escalões hierárquicos insatisfeitos ambicionaram mais poder, agruparam-se em sociedades mais ou menos secretas segregando ainda mais o seu semelhante.

    Um dia escrevi que as revoluções não nasciam do povo; nasciam da ganância de um grupo pelo poder. O povo é, foi e sempre será o móbil. Desde sempre é pelo bem-estar do povo que se fazem as revoluções. Mas ao longo dos séculos o povo continua a ser manipulado, mantido na ignorância por um quotidiano que não o deixa pensar, é esse povo alienado que julga ser a tolice permanente sinónimo de felicidade Um povo que se encontra escravizado a pagar impostos para sustentar uma democracia que os seus representantes esbanjam numa desfaçatez promíscua com os grandes grupos económicos. E como alguém disse “por detrás de um grande político está sempre o maior dos criminosos”. Também toda a nossa história foi escrita para enaltecer e manter classes privilegiadas como líderes do nosso destino. Nunca para julgar de forma imparcial os factos que nos omitem num festim de impunidade.

     Chegamos á actualidade e constatamos que a maior parte do povo continua a ter dificuldade em sobreviver. Apesar de todas as pessoas terem uma opinião não existe consenso. Esquecem-se que contra factos não há argumentos. Apesar do tempo e de toda a inovação tecnológica evoluímos pouco como humanidade que se entreajuda. Continuamos a ter tendência para escravizar os nossos semelhantes. Cada vez mais se tornará notória essa escravatura dos tempos modernos!

    O sistema feudal que trazemos impresso na mentalidade mesquinha será perpétuo pois todos nós aspiramos a um tratamento de excepção ao exigir vassalagem.

    A ideia romântica do berço de ouro apenas persegue gente mal formada com manias de grandeza. Todos sabemos que sente mais necessidade de afirmação através de artifícios quem viveu a humilhação de um passado de exclusão e pobreza. O complexo de inferioridade é latente no sucesso dos que melhor se souberam abotoar.

    Depois de uma série de anos a saque o País encontra-se á beira da guerra civil. Tal facto não parece incomodar ninguém. Se uns quantos iluminados continuam a não ver a gravidade da situação e num autismo puro de demagogia e falsas questões atiram areia par os olhos de quem já não quer ver ou mesmo deixou de pensar. Uma grande parte da população é alienada, e confunde progresso com jogos de computador, outros impotentes esperam por melhores dias. O sistema económico vigente esta moribundo mesmo assim há quem julgue conseguir fazer correr o filão por mais tempo. Mais ou menos todas as sociedades dos Países mais antigos se renderam ao sistema capitalista. Depois de ter caído o socialismo chegou a vez de um poderoso gigante cair, numa implosão que trará consequências desastrosas, mais para as gerações vindouras. A ganância dos intervenientes num processo tecnológico que nos tornará impotentes perante a maquina que converterá o nosso orgulho em desgraça. Resumindo. E tudo muito simples de entender. A aceitação do crescimento tecnológico com única fonte de progresso, restringiu-nos a razão. Numa corrida louca por modernizar os Países caímos nas garras de agiotas e especuladores. O preço a apagar era alto demais, exigia alem dos bens a vida das pessoas. Resistir era impossível. Tínhamos sido agarrados pela sociedade de consumo que nos asfixiava. Empresas públicas e privadas conseguiam criar riqueza á custa dos impostos, dos negócios virtuais e dos empréstimos que nos tornariam reféns da banca. Nesta cavalgada louca pelo poder dividimos a humanidade em dois mundos o dos ricos e fazedores de dinheiro e o dos pobres que se esforçavam por aceder ao mundo dos poderosos. Usam a esperteza saloia que parece resultar, que eles consentem num assobiar para o lado e nos dá a falsa ilusão do sucesso. O conhecimento reside no provar de tudo e não comer de nada, tal como a felicidade não é um estádio que se atingiu pleno e permanente, mas só e simplesmente um conjunto de momentos agradáveis que nos acompanham no dia a dia que vamos construindo sem saber até quando. Um dia os esqueletos que guardamos nos armários vão desaparecer connosco e então quer queiramos quer não todos faremos parte de um tempo e de um lugar que nos define.

     

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  • Triste Sina Nova versão

    Triste sina            

       Declamado pela MadrInha Manuella

     

    È o começo de um novo dia,

    Um espírito novo mais divino,

    Eu, e a saga do meu destino,

    Neste oculto abismo que me arrepia.

     

    No meu peito tenho escrito liberdade,

    Mas vivo cercado como um cativo,

    Limito-me a seguir esta doutrina,

    Que vale esta arma se não lhe dou utilidade.

     

    Consigo libertar meu pensamento,

    Para fazer exame de consciência,

    E imaginar que esta sina não é minha,

    Feliz o louco que vive esta sina e que não pensa.

     

    Se me olhares e me vez como um tigre,

    Dentro  destas vestes camufladas,

    É porque não vez bem, ou então estás doente,

    Porque em mim, só existem ideias fracassadas.

     

    Às vezes, quando a noite vem chegando,

    Topo com um amigo ou camarada,

    Uma farra ou algum tipo de brincadeira,

    Mas sempre vejo uma sina malfadada,

     

    Mas se a causa fica forte e que me anima,
     Apenas um vazio que me sujeita,
    junto-me a eles nesta busca,

    Para não violar as regras desta sina.

                       

       Do ex. Combatente Albino Lima

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  • Carro Electrico

    Adeus gasolina...

    Carro a Ar...Fantástico!!!

    Uma das maiores invenções dos últimos tempos.

    Não enviem para a reciclagem; passem a palavra!
    Quanto maior for a publicidade a este veículo, mais
    difícil será aos barões do petróleo silenciar o projecto.

    Adeus gasolina - Carro a Ar... é o que vai dar!!!!
    "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo...
    Qualquer um pode recomeçar agora e fazer um novo fim".

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  • ANJOS E DEMÓNIOS

     

    ANJO DO AMOR

    Todo anafadinho

    Vinha aquele anjinho

    Da festa da Sra. da Conceição

    E repousava à noitinha

    No teu colo quente

    Depois da chama ardente

    Daquela paixão.

     

    Todo diabinho

    Aquele anjinho

    Rebolava-te pelos lençóis

    Chupava-te a língua

    Tirava-te à míngua

    Amachucava-te os caracóis

     

     

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  • 1 de Agosto de 2010 Jardim Zoológico

    O Zoológico de Lisboa.

    È um local ideal para passar um dia com os filhotes, para alem de toda a bicharada, temos a possibilidade de assistir-mos aos shows de algumas espécis, como aves, focas, leões marinhos e golfinhos, foi pena que fiquei sem bateria da máquina de filmar e foi uma visita meio perdida, mas penso repetir a visita em breve.

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